Quem sou eu...

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Nasci no interior. Lá cresci e estudei até o Ensino Médio. Casei-me e mudei para a capital, onde estudei mais, tive filhos e assumi trabalhar como professora. E agora me aventuro a ser escritora. Escrevi "Mãe Dinha", Mazza Editora.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Folia de Reis
















Festa de Reis...
Folia de encantamento,
oração e entretenimento
Herança afro, o divino entre nós.
Cantando, dançando, festando...
Também se alimentando.

13 comentários:

olhodopombo disse...

todo mundo de vermelho!!!!

olhodopombo disse...

bom Dia,
te respondi sobre lagartixa la no blog....
quantas palvras,
queria ser manoel de barros
para definir em poucas palvras o tal bichinho....

Madu disse...

É só pensar nas palavras.
Elas virão certamente!

Madu disse...

A roupa dos folieiros sempre é bem colorida! Cores bem fortes.

olhodopombo disse...

o calango eh marron escuro e curto.
o verde eh o Camaleão que muda a cor dependendo da situação em que esteja envolvido.

olhodopombo disse...

lembra de alien, o oitavo passageiro?
o filme?
nada mais eh do que o retrato do proprio ser humano,
que aqui na terra come todos os animais que se mexem,
vai ver ate os que não s emexem....

Madu disse...

Só de insetos cada um de nós come 9 quilos por ano.

olhodopombo disse...

voce deve estar meio atordoada com a minha postura.
mas se pensar bem eh igual a sua pelos seus direitos de existir.
Na vida ao nascermos ja estamos fazendo escolhas , muitas vezes ate fica-se inconsciete ate morrer, mas outras vezes a cosciencia brota e te faz despertar.eu nasci assim de sangue hebreu, vou estar sempre com a cosciencia aberta aos fatos.
uma coisa interessante que venho observando a tempos e atraves de leituras fidedignas.
O massacre de torno de 70 mil pessoas no Sudão(dizem que a maioria catolicos)causado por fundamentalistas muçulmanos e o massacre de 1 milhão de armenios causado pelos turcos em 1921 que ninguem traz a luz da discussaõ;
mas qualquer passo que um hebreu faz la esta todo mundo em cima para julga-lo e condena-lo....

olhodopombo disse...

gostou mais dos gatos, do que dos canhões, ne?

olhodopombo disse...

Pois eh!
chegou o grande momento!

Aura Sacra Fames disse...

Ó Brasil multicultural!


Abraços
aurasacrafames.blogspot.com

Madu disse...

Esse é o nosso país, a cultura que nos foi negada conhecer nos espaços institucionais.

olhodopombo disse...

Oi

Presentes!

Presentes!
Presente no meu aniversário!

O que poetizam... (pra mim e de mim)

Poema

Sou um sujeito cheio de recantos.
Os desvãos me constam.
Tem hora, leio avencas.
Tem hora, Proust.
Ouço aves e beethovens.
Gosto de Bola-Sete e Charles Chaplin.

O dia vai morrer aberto em mim.

(Manoel de Barros)



E X A U S T O


Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o profundo sono das espécies,
a graça de um estado.
Semente
Muito mais que raízes.

(Adélia Prado)

Poema de Mario Quintana em A cor do invisivel

Há três coisas cujo gosto não sacia
o pão, á água e o doce nome de Maria.


One Art

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster,

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three beloved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

-- Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) a disaster.

(Elizabeth Bishop)

Die Liebenden
Friedrich Hölderlin

Trennen wollten wir uns? wähnten es gut und klug?
Da wirs taten, warum schröckte, wie Mord, die Tat?
Ach! wir kennen uns wenig,
Denn es waltet ein Gott in uns.


Identidade

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"